
Ataque e Alerta
Segundo uma autoridade ligada ao futebol africano, a seleção do Togo foi advertida a não viajar de ônibus para a província angolana de Cabinda.O ataque ocorreu cinco meses antes de a vizinha África do Sul sediar a Copa do Mundo, tornando-se o primeiro país do continente a organizar o evento. Virgilio Santos, uma autoridade do COCAN, o comitê organizador da Copa Africana de Nações, disse ao jornal "A Bola" que nenhum time deveria viajar de ônibus por Angola. "Pedimos que todas as delegações nos informassem quando chegariam e fornecessem os números de passaportes de seus jogadores. Togo foi o único time que não respondeu e não informou o COCAN que estava vindo de ônibus", afirmou Santos. "As regras são claras: nenhuma seleção deve viajar de ônibus. Eu não sei o que os levou a isso."
Copa do Mundo
O ex-técnico do Togo Otto Pfister afirmou que o ataque prejudica a Copa do Mundo na África do Sul. "Isso é um grande golpe para a África. Obviamente isso será diretamente ligado à Copa do Mundo agora", disse Pfister à agência de notícias esportiva alemã SID. O capitão e astro da equipe togolesa, Emmanuel Adebayor, que estava no ônibus mas escapou sem ferimentos, concordou que o ataque prejudica a imagem africana. "Continuamos repetindo que, África, nós temos que mudar nossa imagem se quisermos ser respeitados e, infelizmente, isso não está acontecendo", disse Adebayor à BBC. "Muitos jogadores querem desistir (do torneio). Eles viram a morte e querem voltar para suas famílias." Qualquer repercussão do ataque será observada de perto pela África do Sul, que gastou pelo menos 13 bilhões de rands (R$ 3 bilhões) em novos estádios e infraestrutura para a Copa.
Seleção de Togo
A seleção de Togo decidiu não jogar a Copa Africana.
Mas dois dias depois a seleção decidiu mudar de ideia e jogar a Copa.
Armando Martins
Editor e Comentarista do Minuto News
nandoturbo2010@hotmail.com

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